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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O último que acabei de ler… (XXI)

É um livro de autor que muito me agradou ter lido. Não vou citar mas podem ler excertos no blog do autor carregando no link abaixo.



Recomendo!


FATifer

sábado, 29 de outubro de 2016

O último que acabei de ler… (XX)


Um Amor Morto – Carla Pinto Coelho

Não me acho competente para fazer uma apreciação literária desta obra (ou qualquer outra), pelo que não o farei. Vou sim dar a minha opinião depois de ter lido o livro. A sensação é de não ter perdido o meu tempo ao lê-lo. O tema não é leve. O estilo de escrita também não, e obriga a ter atenção ao que se está a ler (algo que me agrada). O discurso é admiravelmente objectivo tendo em conta os sentimentos subjacentes ao relato. Para os que leram e os que vão ler, pergunto-me quantos ficaram com o sorriso nos lábios que fiquei ao chegar ao fim, confirmando algo que comecei a suspeitar no início?
Deixo-vos com algumas citações de excertos que me cativaram particular atenção, como é meu hábito:

“Quem conhece o lado sombrio de alguém, o entende e lhe sobrevive, está preparado para ser autêntico, para dar e receber apenas o que é justeza, sem fingimentos.”

“Não, ela não procurava a perfeição, nem queria saber tudo, que todos têm o direito ao seu quinhão de segredos e à sua gaveta fechada à chave, escondida dos olhos curiosos.”

“As noites passadas sem dormir ou em sonhos cansativos estavam a derrotá-la com a paciência de um jogador de xadrez, movendo as peças negras da noite no tabuleiro da mente dela, num xeque-mate absurdo, onde primeiro tinha tombado o Rei só depois tombaria a Rainha.”

“Deixou-se cair no soalho, puxada pela gravidade dos acontecimentos…”

“ …talvez todas as recepções de consultórios fossem assim, talvez houvesse uma linha decorativa que obrigasse aos tons pastel e aos sofés em cubo.”

“Uma rajada de vento atirou chuva apertada contra a dureza do vidro, desfazendo-a num lamento. As mãos afogaram-se em lágrimas. Para se salvar do naufrágio, pegou na carteira e saiu.”

“É preciso dizer que os vivos, os que são deixados, se sentem menos vivos cada vez que deixam de viver para a frente e voltam para trás, cada vez que suspendem a existência, cada vez que se perdem pelos labirintos da saudade.”

“A noite aproximava-se, diminuindo a luz do sol até o desligar. A cidade agitava-se numa correria de dona de casa com pressa de acabar o jantar. As luzes iam-se acendendo pelas ruas e a casa cobrindo-se de penumbra.”

“E se, no fim de tudo, as grandes decisões da vida fossem tomadas de rompante, numa fracção de segundo que condicionava todo o futuro? E se não passássemos de animais tidos como racionais que tão-só seguiam a intuição, sem se guiarem pela razão, nem pesarem  as consequências?”

“- Vivemos obcecados com as respostas como se elas servissem de alguam coisa…”

“- O que quero dizer é que há uma necessidade exasperante pelas palavras, que seja dito rigorosamente que é por isto ou por aquilo – suspirou. – O silêncio também fala e muitas vezes expressa-se melhor que os grandes discursos.”

“A cidade desligou o sol e escureceu por a ver tão triste”

“O Outono envelhecia as árvores, arrancava-lhes as folhas desgastadas e vestia-as de cores escuras, a prepará-las para o luto desprendido do Inverno, um tempo de meditação que explodiria em flores e folhas tenras e vida, na Primavera.”


Para aqueles que não tenham já ajudado a tornar este projecto uma realidade no crowdfunding e estejam interessados em adquirir o livro, podem fazê-lo no site da editora livros de ontem.




FATifer

sábado, 15 de outubro de 2016

O último que acabei de ler… (XIX)

A Stranger in a Strange Land – Rober A. Heinlein

Há muito que este livro me tinha sido recomendado por alguém que estimo. Contrariando a minha regra pessoal de preferir ler o original, comecei por ler uma tradução para português (ou deveria dizer brasileiro) que não me deixou totalmente satisfeito, em grande medida pela noção com que fiquei que o texto estaria repleto de expressões idiomáticas que invariavelmente se perdem (ou perdem força) na tradução (por muito bom que seja o tradutor). Li por isso o original, em inglês, e constatei que tinha razão.
O livro é (como disse quem recomendou) “alimento para a mente” (sim todos os livros serão mas uns mais que outros, tal como os alimentos em si). Toda a história parece uma “desculpa” para uma profunda reflexão sobre a própria humanidade (mesmo que centrada num ponto de vista da cultura anglo-saxónica):

“… were infected with that oddity of distorted entropy called life.”

Deixo apenas mais umas citações curtas pois outras seriam demasiado longas e possivelmente necessitariam de contextualização.

“Customs, morals… is there a difference?”

“I’ve found out why people laugh. They laugh because it hurts so much… beucause it is the only thing that’ll make them stop hurting.
But find me something that relly make you laugh, sweetheart… a joke, or anything else, but something that gave you a real belly laugh, not a smile. Then we’ll see if there isn’y a wrongness in it somewhere and whether you would laugh if the wrongness wasn’t there.”

“Goodness without wisdom invariably accomplishes evil”

“Age does not give wisdom,…, but it does give prespective…”


Uma nota final. Sendo um livro de ficção ciêntifica com muitos anos, é igualmente delicioso analisar a visão do futuro do autor.


FATifer

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ontem acabei de ler… XVIII

The Left Hand of God – Paul Hoffman

Contrariamente ao que costumo não vou fazer citações mas digo-vos que vou pegar já na continuação, pois trata-se de uma trilogia! (isto deve transmitir-vos que gostei ou então serei masoquista…)


FATifer

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Ontem acabei de ler… XVII



Gostei do livro e das ideias apresentadas. Recomendo a leitura. A tradução está boa, embora seja inevitável apercebermo-nos que o original é em língua inglesa. Deixo-vos apenas alguns excertos:

“… os politólogos falam da «ignorância racional» dos eleitores: numa democracia representativa, não faz sentido que um eleitor se mantenha perfeitamente informado sobre questões políticas.”

“Resumidamente, há dois problemas que estão na raiz do fracasso da representação democrática:

1)      Delegámos o poder na classe política e mal a supervisionamos.
2)      Como eleitores, estamos condenados a tomadas de decisão irreflectidas e fáceis de influenciar. Mesmo que estejamos inclinados a supervisionar efectivamente os políticos, isto irá limitar seriamente a nossa capacidade de o fazer.”

“… damos por nós , demasiadas vezes, à mercê daqueles que elegemos. Este tipo de acção por parte dos nossos representantes eleitos levanta a questões importantes sobre a legitimidade democrática de muito do que é feito em nosso nome. Também torna evidente que precisamos de algum mecanismo tipo travão de emergência que nos permita impedir que a classe política adopte medidas às quais os cidadão se opõem fortemente. Sem o equivalente político a um botão de «STOP» vermelho vivo como nas escadas- rolantes, continuará a ser fácil para os políticos abusarem do poder que lhes confiámos.”

“Para promover com sucesso o interesse púbico, um sistema político precisa reconhecer – e incorporar na sua estrutura – o entendimento de uma realidade fundamental: a necessidade de coexistirem no mundo da política diferentes temporalidades, diferentes ritmos. Se não reconhecermos esta realidade, estaremos condenados a confundir constantemente os nossos interesses a curto e longo prazo.”

Fiquei pela parte de identificação do “problema” as ideias é melhor lerem no livro. E podem também visitar:

http://rebootdemocracy.org



FATifer

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ontem acabei de ler… XVI

Foi ao ver este vídeo:




de um projecto que recomendo que acompanhem, que, como até comentei no "livro das caras",  me lembrei que tinha na estante por ler o livro que ontem acabei de ler:


Gostei bastante ao ponto de recomendar que leiam… ficam algumas citações:

“… uma vez que a ciência não também não é o supremo juiz da verdade.
Na verdade, a ciência apenas faz o que pode, co a tradição e recursos que tem.”

“Como médico, habituei-me a tratar os doentes, e sempre me pareceu chamar sistema de saúde ao conjunto das organizações que lidam com a doença. Acho até que a saúde, a felicidade e o êxito dependem essencialmente de outras actividades e instituições sociais que não as terapêuticas.”

“Depois dos capítulos anteriores, será natural que me preguntem para não ser doente mental. É a velha questão do que é ser normal ou, pelo menos, mentalmente saudável. Mas aqui, desculpe-me o leitor, estou pouco habilitado para lhe dar receitas seguras. Aliás, desconfio que alguém o esteja embora não faltem propostas. O certo é que, existindo poucas maneiras de se tornar doente (basicamente os 6 mecanismos propostos em cada um dos capítulos anteriores), existem milhares de maneiras de se tornar saudável.”

“Até pode acontecer que que o leitor se tenha identificado parcialmente com algumas das patologias propostas. Não se preocupe com isso. Todos temos o direito de ser um bocadinho fóbicos quando a desgraça se abate sobre nós, um pouco paranóides quando nos envolvemos numa luta difícil, ligeiramente obsessivos enquanto estudamos a complexidade das coisas, um pouco histriónicos quando nos queremos impor aos outros. Da tendência esquizoide nascem teorias inovadoras e, através das mudanças de humor, a criatividade. Se o leitor consegue fazer tudo isto com sucesso, os meus parabéns: sabe respeitar os contextos da vida e adequar-se a eles. E, embora sejam admissíveis algumas combinações verdadeiramente patológicas, ter todas as doenças é o mesmo que não ter nenhuma. O importante é que a sua vida seja bem sucedida, você não se queixe e os outros também não se queixem de si (a não ser que seja político, caso em que todos se queixarão).”

“… a maior parte dessas regras não estão escritas em lado nenhum. Resultam de um acordo tácito entre as pessoas. Muitas vezes não passam por palavras ou, se passam, estas servem apenas para as disfarçar, mantendo-as num segredo que convém aos melhores jogadores.”

“ A fome de regras e certezas é muito humana, mas o seu exagero pode conduzi-lo ao serviço de líderes paranóides.”



FATifer

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ontem acabei de ler… XV



Gostei mas sou suspeito porque por várias vezes já afirmei que gosto do estilo de escrita do autor que tenho a honra de poder tratar por meu amigo. Ficam alguns dos muitos excertos que sublinhei:

“Odeio cidades. Devia viver num monte Alentejano ou assim. Nunca há paz, nunca há sossego e toda gente corre para todo o lado. Mas francamente acho que já poucas pessoas sabem porque correm. Limitam-se a correr, percebes? Já não têm objectivos, mas continuam a correr. Chegam a qualquer lado e têm sempre pressa”

“É curioso o quanto gostamos de nos pensar superiores e depois, quando vamos a ver bem, pouco evoluímos em relação a insectos como as formigas e as abelhas. Estruturas sociais altamente complexas em que cada um tem a sua função e deve saber o seu lugar. E é bom que assim seja. Elimina-se a necessidade de pensar.”

“A liberdade é a maior das ilusões e quem se julga livre vive iludido.”

“Sabes acho que o tempo só nos aflige porque põe em perspectiva a nossa própria mortalidade, a nossa finitude faz cair sobre nós as dúvidas sobre o que há depois do fim, se é que há alguma coisa. Se calhar vem daí a nossa pressa em fazer tudo.”

“Parece que toda a gente anda completamente agarrada e obcecada pelo corpo, como se o corpo em si fosse algo mais que uma ferramenta para o cérebro. As pessoas, em vez de se preocuparem coma a aparência, com a idade, com o aspecto, ou seja basicamente com tudo aquilo que demonstram aos outros deviam preocupar-se em alimentar o cérebro. Se calhar se o fizessem não precisariam tando de demonstrar algo que não são, seriam apreciadas por aquilo que são na realidade e não andariam tão esfomeadas de lago que nem sabem o que é”

“Quando vejo alguém demasiado produzido, seja homem ou mulher, sei logo à partida que essa pessoa é insegura.
E depois já reparaste que há aquelas pessoas que passam por ti na rua, não se veste segundo a moda, não se produzem, e no entanto parece que, na sua simplicidade, Têm algo que que chama a atenção, que torna impossível não olhares? Essas são pessoas seguras de si próprias. Não precisam de artifícios para se mostrarem a ninguém.”

“Sem dúvida a mais viciante e poderosa das drogas é o dinheiro.”

“É curioso, mas apercebi-me que há uma estranha liberdade no facto de te aperceberes que não tens liberdade. Parece um contra-senso não é? Mas do meu ponto de vista até não é. Sabes, quando te pensas livre acabas por ter de lidar com a responsabilidade dos teus actos. Consequentemente com a culpa dos teus erros e com a alegria das tuas vitórias. Mas se não és livre não tens responsabilidade de nada, logo não há alegria na vitória, mas também não há culpa. As vitórias são de outrem, mas as culpas também. Apenas te limitas a cumprir uma função. E apercebi-me de que há nisto um desprendimento tão grande que liberta mais que a liberdade de escolha.”

“Ora eu enquanto cidadão sou automaticamente político, porque tenho no dia-a-dia de tomar opções políticas.”


FATifer

PS – nota para o autor: Não citei passagens logo do início não vá um certo editor ter razão mas no meu caso não tem, porque concordo e revejo-me no que afirmas.

Espero não ter citado demais….

sábado, 21 de março de 2015

Ontem acabei de ler… XIV


Começo por agradecer a menção à minha pessoa no livro, coisa inédita para mim.
Foi bom conhecer mais umas histórias. O segundo álbum está tão bom como o primeiro.
E agora venha o próximo!



FATifer 

domingo, 15 de março de 2015

Hoje acabei de ler… XIII



Não tendo gostado de todos os autores, muitos dos quais não conhecia, ler este livro valeu a pena talvez por isso, por me fazer conhecer o que não conhecia. De entre as descobertas destaco “José Sesinando” (pseudónimo de José Palla e Carmo). Os textos são demasiado extensos para reproduzir (facto a que não é alheia a minha preguiça dominical).

Deixo-vos com uma frase de Nuno Costa Santos que achei extremamente actual embora escrita em 2007:

“Prognóstico de dona Bina
Portugal ainda vai ser a Chelas da Europa.”

FATifer


PS- … menos um na pilha que tenho à cabeceira.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Ontem acabei de ler… XII


Até ler este achava que “O Ensaio Sobre a Cegueira” era o mais cinemático dos livros do autor e o facto é que foi adaptado ao cinema. Não estranho o facto deste livro que acabei de ler, também já o ter sido e estou curioso para ver o filme. No caso do “O Ensaio Sobre a Cegueira” acho que o filme está à altura do livro, espero que neste também seja assim, porque do livro gostei bastante!
Deixo-vos umas breves passagens porque desta vez estava um pouco preguiçoso de apontar…

“…as palavras, ao passar, deixam sempre ficar borras, para saber o que de facto nos tinham querido comunicar há que analisar essa borras minuciosamente.”

“Ao contrário do que em geral se pensa, tomar uma decisão é uma das decisões mais fáceis deste mundo, como cabalmente se demonstra pelo facto de não fazermos mais que multiplica-las ao longo de todo o santíssimo dia, porém, e aí é que esbarramos com o busílis da questão, elas sempre nos vêm a posteriori com os seus problemazinhos particulares, ou, para que fiquemos a entender-nos, com os seus rabos por esfolar, sendo o primeiro deles o nosso grau de capacidade para mantê-las e o segundo o nosso grau de vontade para realizá-las.”

“… chegou-lhes um fósforo aceso e ficou a olhar o rápido trabalho do fogo, a labareda que ia mastigando e engolindo os papéis e logo os vomitava feitos em cinza, as rápidas cintilações que teimavam em mordê-los quando a chama, aqui e além, parecia ter-se extinguido.”

“… e as palavras que dizia desciam sobre o corpo do homem aflito com uma chuva fina, dessas que nos tocam a pela como uma carícia, como um beijo de água.”

“A alma humana é uma caixa donde sempre pode saltar um palhaço a fazer caretas e a deitar-nos a língua de fora, mas há ocasiões em que esse mesmo palhaço se limita a olhar-nos por cima da borda da caixa, e se vê que, por acidente, estamos procedendo segundo o que é justo e honesto, acena apavoradamente com a cabeça e desaparece a pensar que ainda não somos um caso perdido.”



FATifer

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Vou comprar!

Para variar recomendo um livro que ainda não li mas vou comprar! Pelo que já li do mesmo autor não tenho dúvidas que depois do ler voltarei a aqui para partilhar o quanto gostei…



Onde podem encontrar:






FATifer

PS - ah e tal também vou comprar este:


terça-feira, 29 de julho de 2014

Ontem acabei de ler… XI


Comprei este livro apenas porque o título me pareceu sugestivo. Foi uma boa surpresa. Não é uma obra literária de profundidade inigualável mas também não acredito que fosse essa a intenção do autor. Lê-se bem mas não deixa de fazer pensar. Deixo-vos algumas passagens que tiveram esse efeito em mim:

“Fiquei a pensar em quantas pessoas fazem o mesmo nas suas vidas. Deixam que a televisão ocupe o espaço que deveria se do pensamento e do olhar interior. Tudo pelo medo que têm do silêncio e da solidão. O silêncio faz-nos pensar na nossa vida e, quando olhamos para o nosso estado de ser, facilmente entramos numa profunda solidão. É isso que todos tentam esquecer. Não querem sofrer, só que não percebem que estão a deitar fora tudo aquilo que são verdadeiramente e a deixarem-se viver numa grade ilusão.”

“Não são precisas razões quando já não existem sonhos!”

“Não ia, nem por nada, deitar fora aquela oportunidade que me deixava feliz. Estava farto de ser diferente. Ia ser igualzinho a toda a gente, ter ambição, sede de prestígio, um carro, uma televisão, um microndas, frequentar o cinema ao fim-de-semana, ter um seguro de vida, torcer por uma equipa de futebol, investir dinheiro em imobiliário, pagar os meus impostos, fazer todas aquelas pequenas coisas que nos enchem a vida. Ia ser precisamente como o mundo queria que eu fosse, um rapaz respeitável, um jovem empreendedor e um adulto conceituado.”

“Repara – disse ela virando-se para o salão -, só é preciso compreenderes como funcionam as poessoas para ultrapassares isso. Daqui vê-se o salão todo, olha bem para as pessoas e para a maneira como manipula a sua forma de ser, com tentam passar para os outros uma certa maneira de estar. São jogos contínuos de manipulação e de intimidação, de persuasão e de domínio do outro.”

“-Todos os homens têm um certo estatuto na sociedade, mais alto ou mais baixo, consoante o emprego que têm ou o dinheiro que ganham, mas na cama são todos iguais, o patrão e o empregado, o engenheiro e o pedreiro. Digo-te isto por experiência própria. Quando se despem, as pessoas são todas iguais. Não as consegues distinguir.
No sentido figurado, o mundo é um grande desfile de moda em que os modelos vão passando aquilo que a sociedade lhes diz para vestirem. Muitas vezes, nem em casa com a família tiram a roupa, às vezes, nem no quarto com a sua mulher. Às vezes só com alguém que eles não têm qualquer ligação no dia-a-dia é que conseguem ser autênticos.”

“-Tu só ouviste a Verdade que estava dentro de ti. Apesar de nos poderem dizer o que quer que seja, nunca escutamos senão a nossa própria voz. Não foram as minhas palavras que mudaram, mas a tua disposição á mudança.”

“-Eu nasci a dormir mas acordei, e temos a obrigação de acordar todos os homens do mundo inteiro, e se a gente não acorda é que é uma porra…”

“Conhecer o caminho é diferente de o percorrer”

“As melhores coisas são tão simples que nem se podem explicar”

“Gostava de encontrar alguém que fosse a minha companheira em tudo. Que risse das mesmas piadas, que sentisse a mesma vontade de se descobrir constantemente, que quisesse encontrar o caminho para a sua vida, como eu quero.”

“Chega uma altura na nossa vida em que, por mais voltas que demos, nada nos satisfaz. Onde quer que vamos e o que quer que façamos, nunca conseguimos encontrar nada que nos realize. Percebemos que tudo isto é uma grande ilusão e que, a maior parte das vezes andamos a fazer coisas sem sentido nenhum e que não servem para nada.”

“As palavras são algo muito esquisito. Muito raramente conseguimos dizer aquelas que realmente devem ser ditas.”

“Tendo em conta a liberdade que possui, cabe a cada um escolher como são os seus dias. E assumir a responsabilidade por isso.”



FATifer

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Ontem acabei de ler… X


Recomendo a quem queira saber do assunto. Como já expliquei, tento sempre que me é possível ler o original e foi o que fiz. Mas está traduzido em Português e espero que bem, porque merece!
Não tenho paciência para escrever todas as citações que deveria mas ficam algumas:

“The problem is that money is not really a thing at all but a social technology: a set of ideas and practices which organize what we produce and consume, and the way we live together.”

“So there is a paradox at the heart of money. It is a social technology which depends on other people. Yet it is a social technology which isolates us from other people, by trans forming the rich and varied ecology of human relationships into mechanical an monotonous clockwork of financial relationships.”

“ money is not the value for which Goods are exchanged, but the Value by which they are Exchanged.”

“ money depends on social trust, and credit in business is like loyalty in government, …, it is a power which may grow, but cannot be constructed.”

“Monetary stability will actually breed financial instability.”

“ current structure generates an unjust distribution of risks, where losses are socialized – taxpayers are on hook for bail-outs – while gains are private – the banks and their investors alone reap any profit.”

“ As a result of our of our current, dire economic circumstances, we are relearning the fact that monetary policy is intensely political; so in monetary policy, as in all policy, the challenge is to govern well – not to pretend there is no need for governing”


FATifer

sábado, 29 de março de 2014

Ontem acabei de ler… IX


Recomendo a leitura e principalmente o apreciar do álbum incluído, venha o próximo!


Mas ontem também tive o privilégio de assistir a



FATifer

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ontem acabei de ler… VIII


Aprendi alguma coisa e achei graça à frustração do autor quando diz:

“Em economia, no entanto, verificamos que a nossa capacidade de descrever e prever o mundo económico atingiu o seu apogeu cerca de 1800. A partir da Revolução Industrial, os modelos económicos têm perdido, progressivamente e continuamente, a capacidade de prever diferenças de rendimento e de riqueza ao longo do tempos e nos diversos países e regiões."

Achei piada mas, pensando bem, estamos a viver na pele os efeitos desta constatação!

Uma nota final quanto à tradução, não estando má incomodou-me a confusão da tradutora no uso de “por que” e “porque”… acaba por ser mais um exemplo que reforça a minha regra pessoal de sempre que me seja possível ler o original.


FATifer

domingo, 1 de dezembro de 2013

Ontem acabei de ler… VII


Já dei a minha opinião ao autor, aqui apenas direi que vale a pena ler! Todos os que acompanham o que ele escreve por aqui não têm dúvidas disso.
É tão bom quando damos por bem empregue o nosso tempo…
Se despertei a curiosidade podem ler o prólogo aqui.



FATifer

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Ontem acabei de ler… VI


Há muito que tinha começado e decidi acabar a leitura. Gostei!
Não é meu costume mas não resisto a citar uma passagem que me ficou na memória:

“Os dedos longos percorreram mansamente o sítio onde o pescoço se faz cabeça, abaixo e acima, e nesse momento ele sentiu a felicidade como nunca a supusera. Da junção entre o físico e o espiritual resultou a convicção de que, finalmente, encontrara aquilo a que chamavam amor. Vulgar é um homem comprazer-se em braços de mulher, coisa diferente será enlevar-se nela toda, fala, modos, sorriso, jeito de andar, macieza da pele, carácter, bom gosto no que vestir e no despir.”


FATifer

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ontem acabei de ler… V


Talvez apenas por pura teimosia cheguei ao fim. Não digo que não se aprenda alguma coisa mas é um livro que a maioria achará “árido”, talvez. Como livro de estudo só mesmo numa perspectiva histórica…
Em todo caso está lido, venha o próximo!


FATifer

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ontem acabei de ler… IV



Recomendo este livro a quem queira relembrar ou aprender algo sobre probabilidades. É também uma boa colectânea de casos que se poderia considerar “bizarros”, como exemplos de como o que acontece nas nossas vidas parece escapar ao senso comum mas porque não valorizamos suficientemente o acaso.


FATifer

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ontem acabei de ler… III



Pavlov's Dogs and Schrödinger's Cat: scenes from the living laboratory é um livro muito interessante mas que requer alguns conhecimentos científicos da parte do leitor para ser bem compreendido. Gostei bastante de o ler e julgo que qualquer pessoa com interesse em investigação científica concordará comigo.

Fica um excerto do prefácio:

“…What is lacking from much of the debate is a compreensive view of how organic beings and their parts and remains have actually been used, together with some idea of the kind of people who have used them and for what scientific purposes. The aim of this book is to fill this gap. Standing back from history is possible only if on suspends on’s own moral intuitions, marveling sometimes at the characters  and paradoxical mindsets of some of the dramatis personae of this story.”

In Pavlov's Dogs and Schrödinger's Cat: scenes from the living laboratory by Rom Harré

FATifer