sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ontem acabei de ler… XVI

Foi ao ver este vídeo:




de um projecto que recomendo que acompanhem, que, como até comentei no "livro das caras",  me lembrei que tinha na estante por ler o livro que ontem acabei de ler:


Gostei bastante ao ponto de recomendar que leiam… ficam algumas citações:

“… uma vez que a ciência não também não é o supremo juiz da verdade.
Na verdade, a ciência apenas faz o que pode, co a tradição e recursos que tem.”

“Como médico, habituei-me a tratar os doentes, e sempre me pareceu chamar sistema de saúde ao conjunto das organizações que lidam com a doença. Acho até que a saúde, a felicidade e o êxito dependem essencialmente de outras actividades e instituições sociais que não as terapêuticas.”

“Depois dos capítulos anteriores, será natural que me preguntem para não ser doente mental. É a velha questão do que é ser normal ou, pelo menos, mentalmente saudável. Mas aqui, desculpe-me o leitor, estou pouco habilitado para lhe dar receitas seguras. Aliás, desconfio que alguém o esteja embora não faltem propostas. O certo é que, existindo poucas maneiras de se tornar doente (basicamente os 6 mecanismos propostos em cada um dos capítulos anteriores), existem milhares de maneiras de se tornar saudável.”

“Até pode acontecer que que o leitor se tenha identificado parcialmente com algumas das patologias propostas. Não se preocupe com isso. Todos temos o direito de ser um bocadinho fóbicos quando a desgraça se abate sobre nós, um pouco paranóides quando nos envolvemos numa luta difícil, ligeiramente obsessivos enquanto estudamos a complexidade das coisas, um pouco histriónicos quando nos queremos impor aos outros. Da tendência esquizoide nascem teorias inovadoras e, através das mudanças de humor, a criatividade. Se o leitor consegue fazer tudo isto com sucesso, os meus parabéns: sabe respeitar os contextos da vida e adequar-se a eles. E, embora sejam admissíveis algumas combinações verdadeiramente patológicas, ter todas as doenças é o mesmo que não ter nenhuma. O importante é que a sua vida seja bem sucedida, você não se queixe e os outros também não se queixem de si (a não ser que seja político, caso em que todos se queixarão).”

“… a maior parte dessas regras não estão escritas em lado nenhum. Resultam de um acordo tácito entre as pessoas. Muitas vezes não passam por palavras ou, se passam, estas servem apenas para as disfarçar, mantendo-as num segredo que convém aos melhores jogadores.”

“ A fome de regras e certezas é muito humana, mas o seu exagero pode conduzi-lo ao serviço de líderes paranóides.”



FATifer

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