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domingo, 31 de dezembro de 2017

Em jeito de balanço...

A vida dá muitas voltas. Se em 2015 me tivessem descrito o meu ano de 2017 diria que tinham demasiada imaginação, mas como já constatámos várias vezes, a realidade suplanta sempre a ficção!
Foi um ano cheio... de coisas boas. Será um ano difícil (para não dizer impossível) de igualar. Foi um ano em que vivi coisas que já não esperava viver. A minha vida mudou para sempre e para melhor, para muito melhor! Entrarei em 2018 mais rico, não de zeros na conta bancária mas de coisas que não se compram com esses zeros. Vivo neste momento porque quero apreciá-lo com tudo o que me traz. Não olho em frente, mas sei que se olhasse veria mais coisas bonitas. Sinto-me bem. Quero sorrir como tenho sorrido. Quero continuar a saborear tudo o que de bom a vida me pode dar, mesmo que isso signifique ter de suportar alguns momentos "maus". Porque nada é perfeito, mas todos os dias podemos e devemos fazer para que seja um bocadinho menos imperfeito no nosso conceito.

"Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar" juntos e felizes!


FATifer

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Monólogo de mim… XXXVII

O meu mundo está muito melhor desde que nele entrou uma luz. Uma luz que me mostrou um caminho que parecia esquecido na penumbra dos desejos. Agora que o volto a ver, está mais bonito do que me lembrava. O meu mundo está um bocadinho menos pequenino e, sem dúvida, mais bonito!



FATifer

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Monólogo de mim… XXXVI

Quando já estava habituado (e fingia para mim próprio estar conformado) a estar sozinho, aparece na minha vida (quase por magia) alguém que me obriga a colocar quase tudo em causa.  Simplesmente existir deixa de ser o estado natural. Contentar-me com sobreviver e conseguir uns momentos com um vislumbre de felicidade deixa de ser aceitável. O ser conformado com uma existência banal que tanto trabalho tinha dado a construir (por ser melhor assim, tentava eu convencer-me), estilhaça-se num instante. O instante em que, de novo, vejo que a vida pode ser algo mais que um mero lugar onde se está. O instante em que sonhos que tinha escondido (e com tanto trabalho me tinha convencido serem irreais), passam a ser de novo objectivos, para não dizer certezas. E assim, de repente, volto a viver. Volto a querer estar realmente vivo.
Por mais que esteja a saborear cada momento desta viagem, volto a olhar em frente e vejo para onde quero ir. Vejo uma direcção e um sentido. Sinto-me feliz.
Tudo isto porque, finalmente, amo (de uma forma que não sabia ser possível) alguém que também me ama!


FATifer

domingo, 29 de janeiro de 2017

Monólogo de mim… XXXV

Ouvia eu a música que levo comigo no telefone e constatei que a canção abaixo ficaria muito bem aqui (não consegui vídeo, mas podem ouvir carregando no link abaixo).
Adoro encontrar músicas que falam por nós!


Tenho o amor guardado numa caixa
Arrumado há tanto tempo
Que a tampa não queria abrir
Quase nunca sabia onde estava
E se acaso a encontrava
Era pra esconder a seguir
E ao mudar de lugar pra lugar
Eu já me cansei de tentar
Já me fartei de falhar
Fui-me habituando a essa ideia
Dessa caixa ser aldeia
Onde ninguém quer morar
E já repousava num recanto
Quando tu teimaste tanto
Que eu tive que a ir salvar
Eu expliquei que era um caso perdido
Mas tu não me deste ouvidos
Resolveste arriscar
E foi aí que sem tentar
Tu segredaste em baixa voz
Não é missão só para mim
É uma missão pra nós
E eu que nem sabia ter
Ainda forças pra gastar
Peguei te nas mãos por entre as minhas
E finalmente ouvi
Rodar
E foi aí que sem tentar
Tu segredaste em baixa voz
Não é missão só para mim
É uma missão pra nós
E eu que nem sabia ter
Ainda forças pra gastar
Peguei te nas mãos por entre as minhas
E finalmente ouvi
Rodar



FATifer

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Monólogo de mim… XXXIV

A realidade suplanta sempre a ficção. Por mais que imaginemos algo, nada chega a vivê-lo, senti-lo como parte do nosso corpo todo e não apenas uma ideia. Tenho feito um esforço verdadeiro em me tornar uma pessoa melhor a cada dia e a vida parece ter decido recompensar-me. Afinal mereço ser realmente feliz por mais que um instante. Afinal isso é possível. E sabe tão bem!!



FATifer

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Monólogo de mim… XXXIII

Não me apetece escrever e, no entanto, escrevo. Sinto-me num universo paralelo, um mundo só meu. É estranho estar aqui parado, à espera…
Não sei que pensar, por estar a pensar em tanta coisa. Espero com serenidade o que está para vir e sorrio, porque já não falta muito!



FATifer

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Monólogo de mim… XXXII

Não sou uma ilha. Sou um barco à deriva, confiando que a corrente me levará a algum lugar.



FATifer

domingo, 11 de setembro de 2016

Monólogo de mim… XXXI

Sou invisível. Ou parece que sou… ao mesmo tempo parece que quem me vê decora a minha cara facilmente. Em que é que ficamos, sou invisível ou “memorável”?
Pois talvez apenas não me vejam quando queria que me vissem. Paradoxal talvez mas é o que constato.
Preferia ser mesmo invisível, teria as suas vantagens…
Sou invisível mas não sou… e se fosse?



FATifer

domingo, 17 de julho de 2016

Monólogo de mim… XXX

Por mais conformado que se esteja com algo, há sempre momentos em que sucumbimos à sensação de falta. Não sou excepção. Por mais que, racionalmente, seja melhor assim não deixo de ter pena, por momentos. Não é um lamento mas uma constatação (várias vezes repetida por estes textos). Há dias em que aparece o sentimento. Há dias em que é mais difícil esquecer, disfarçar, fazer de conta. Há dias em que não apetece fazer o esforço mesmo sabendo que vai ser pior ou que nada de proveitoso disso advirá.
Deixo-me vaguear em mim, por momentos amaldiçoando não ser alguém diferente de mim, que não sentiria estas “penas” mas outras, talvez “melhores”, segundo dizem. Mas eu sou eu. Por mais que mude, melhore ou piore (depende da perspectiva), sou eu e não outro...

É Domingo, eu sei… já passa.




FATifer

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Monólogo de mim… XXIX

Acordei com uma (estranha) sensação de paz interior. Diria que acordei extremamente bem-disposto. É muito raro acordar maldisposto mas tão bem-disposto, não será comum…
Senti-me (e sinto-me) bem comigo. Tudo está bem. Mesmo o que não está… está, porque sim… porque o quero assim… porque o sinto assim.
A sensação mantém-se dia fora. Não tento arranjar explicação… sinto apenas e sabe bem.
Ao fim do dia apresentam-me um desfio futuro. Algo adormecido há muito em mim, desperta. Terei de estar à altura… é a oportunidade que esperava. Cada vez menos acredito em coincidências… sorte ou azar, o tempo o dirá!



FATifer 

sábado, 16 de abril de 2016

Monólogo de mim… XXVIII


As coisas não são tão más como imaginamos e por vezes podem até ser bem melhores do que esperávamos. Já o disse e reafirmo, considero-me um pessimista que espera sempre o melhor (ou será um optimista que espera sempre o pior?). Arrogantemente houve um tempo que achei que nada me surpreendia mas fui aprendendo que não. Talvez me tenha permitido tornar-me um nadinha mais sábio. Talvez, certas surpresas me tenham ensinado que por mais que pensemos que conseguimos prever o que vai acontecer, há sempre algo que não tínhamos considerado possível que acontece.
Se me perguntarem irei sempre afirmar que não sou grande amante de surpresas mas, vendo bem, é com elas que mais aprendo. Vendo bem, sempre que algo não acontece como esperava (e fico com aquela sensação algo desconfortável por isso), constato novamente que ainda tenho muito a aprender…

Adenda:

A vida é fabulosa e deliciosamente inesperada. Quando ontem saí de casa, depois de ter publicado este texto, nunca poderia prever que o dia seria o mais fiel retrato do que havia escrito. Ao ponto de me apetecer mudar algo que afirmei, isto é, nem sempre as surpresas me deixam desconfortável. Ontem, muito pelo contrário, fiquem bem satisfeito de nem tudo se ter passado como esperava!

FATifer

sábado, 19 de março de 2016

Monólogo de mim… XXVII

Estou à beira do precipício… a vontade é dar o passo em frente mas algo me impede… não é nada físico (corda ou amarra mesmo que metafóricas) mas algo me impede. Devia simplesmente deixar-me cair, era o mais fácil… mas nunca gostei de coisas fáceis! Por agora vou continuar aqui a olhar, fingindo não saber que, mais cedo ou mais tarde, vou ter de me mexer. Quer por mim ou porque me empurrem, é uma questão de tempo. Há muito que a estrada é ladeada pelo precipício. Poucas vezes parei e olhei para baixo mas momentos como este vão sempre ocorrer. Ou porque a estrada passa a trilho e me coloca mais próximo da borda ou porque simplesmente a paisagem do outro lado parece não ter qualquer interesse.
Estou à beira do precipício… e não me mexo…



FATifer

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Monólogo de mim… XXVI

“…quem me atrai eu não cativo e quem cativo não me atrai...”

Foi esta a forma mais resumida que noutro dia encontrei (quando questionado sobre o tema) para explicar o facto de estar/continuar sozinho. Falava de forma objectiva, não se tratando de qualquer lamento pois não tenho “medo” ou “pena” de estar sozinho, nem sinto necessidade de o não estar. Por honestidade, terei de admitir que a segunda parte do enunciado peca pelo facto de não ser de todo grandemente perspicaz no que toca a discernir se “cativo alguém” (o que pode, ou não, explicar muita coisa).
Por vezes penso que este será apenas mais um aspecto em que pareço não ser “deste tempo” mas eu penso demais…



FATifer

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Monólogo de mim… XXV

Só vejo escuro… com este filtro só vejo o que está mal. E está tudo mal. Perco a capacidade de olhar… e ver… o belo, a luz, o pôr-do-sol, tudo… todas as pequenas coisas que me podem alegrar, porque só vejo escuro. Deixo-me ficar assim, fingindo que não vejo saída, que vou ficar assim para sempre. Talvez porque hoje não me apetece fazer o esforço. Talvez porque quero sentir como seria se não o fizesse todos os dias. Só vejo escuro. Estou bem assim… a sentir-me mal, porque sim. É um privilégio poder estar assim… porque se quer e não porque “a vida” nos sorveu as últimas forças e nos fez desistir. Por momentos nada faço para contrariar o escuro, fito-o apenas e tento sentir tudo o que ele trás. Resisto a levantar-me, resisto a pôr uma música a tocar. Deixo os pensamentos à solta… está tudo mal! Sinto (ou penso que sinto) o que seria sentir desespero… é demasiado triste dar-me a este luxo mas hoje estou assim. Amanhã…? Amanhã já não verei só o escuro que há em mim…



FATifer 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Monólogo de mim… XXIV

Estou a ficar cansado de fingir. A máscara, que até a mim me engana por vezes, está cada vez mais pesada. Ao mesmo tempo é cada vez mais difícil tirá-la até porque sem ela não sei se alguém me conheceria… começa a faltar a paciência para fazer de conta… mas o que é que é “viver em sociedade” senão um eterno fazer de conta que aprendemos desde pequenos? Primeiro como que um jogo e só depois nos apercebemos (quando nos apercebemos) que não podemos parar de jogar… se calhar quem não se apercebe é mais “feliz”…
Não pedi para jogar este jogo mas sou demasiado cobarde para sair dele e demasiado teimoso (ou será orgulhoso?) para desistir. E então vou jogando, nem sempre bem, nem sempre com grande empenho. O resultado, portanto, não pode ser grande coisa muito embora, como já a afirmei reiteradamente, quem dera a muitos ter minha vida…
Tenho o privilégio de poder pensar e dizer que estou cansado de fingir… e ainda me queixo como que porque devia ter “direito” a poder ter outra coisa…
Estou cansado de fingir… talvez um dia estarei cansado de estar cansado.



FATifer

sábado, 31 de janeiro de 2015

Monólogo de mim… XXIII

Digo que não tenho jeito com as palavras mas não é verdade… tenho talvez jeito demais… em muitos casos sou é desajeitado nas acções ou melhor, não ajo… sair da zona de conforto? Para quê? Porquê?...
Sinto-me cada vez mais dentro da concha. Não tenho vontade de sair. Olho para fora mas não me mexo. Aos poucos pareço perder a capacidade de ver o belo… ou será preguiça de filtrar? Tanto esforço à minha volta para que faça o que querem e não o que eu quero mas eu nem sei o que quero… embora todos os dias mo digam… eu não sei e por isso nem sei se quero o que dizem que eu quero ou devia querer…
E tenho de querer alguma coisa? Não posso ficar por e simplesmente aqui a ver o belo?...




FATifer

sábado, 13 de dezembro de 2014

Monólogo de mim… XXII

Existo por teimosia. Racionalmente talvez não fizesse sentido continuar a existir mas não tenho o direito de desperdiçar o “milagre” (por falta de palavra melhor) que é a vida. Insisto em estar por cá, em olhar o que me rodeia mas cada vez mais me custa ver. Evito ver porque sempre que analiso… vejo sim as coisas simples, aquelas que não são para analisar… por mais que analise tudo, tenho aprendido que há coisas, pequenas ou grandes, que mais vale apenas ver e ficar a olhar. Por isso teimo, por isso vou-me deixando ficar… porque em certos momentos, ainda que por instantes, sinto-me vivo! … e isso compensa tudo o resto.


FATifer

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Monólogo de mim… XXI

Não é fácil descrever o sinto neste momento. Não é fácil explicar que fazer algo que sabemos que está certo pode deixar a preocupação que as consequências podem não ser as melhores. Mas é mais difícil deixarmos de viver bem connosco por ter de admitir que deixámos de fazer o que julgávamos certo por medo das consequências. Tento sempre ficar de bem comigo e por mais que me considere egoísta, há momentos em que pensar apenas no bem-estar imediato pode não ser a melhor opção. Ignorar nem sempre (para não dizer nunca) é a melhor opção. Principalmente se queremos manter a possibilidade de ter opção de escolher (não vou aqui entrar em considerações se existe ou não de liberdade absoluta de escolha). O misto de sentimentos que me preenche este início de fim de semana não está a ser fácil de digerir. Escrevo para tentar colocar tudo em perspectiva. Escrevo como que a desabafar comigo, porque só eu sei do que falo. Escrevo porque às vezes só assim me compreendo.



FATifer

sábado, 20 de setembro de 2014

Monólogo de mim… XX

Abri a bolinha de pão e vejo um smile… o pão era mesmo redondo e caprichosamente havia um risco concêntrico com a borda em metade e uns pontos perdidos no lado oposto… Recordando este episódio matinal, sobre o qual só agora me apeteceu escrever, penso no como muito do que vemos é na verdade o que queremos ver, outra pessoa olhava e veria apenas pão… já escrevi sobre a diferença entre “olhar” e “ver” mas quantas vezes nos damos ao trabalho de tomar consciência desta diferença? Quantas vezes não “vemos” algo que afinal não estava lá?
Ando demasiado pensativo, até para mim… devia desligar mas continuo a não encontrar o botão de “off” (ou será que não quero encontrar, por medo ou preguiça?).
Deixo-me vaguear pelas ideias enquanto escrevo, por que funciono assim “always on” mesmo depois do vinho e do digestivo do almoço…



FATifer

domingo, 20 de julho de 2014

Monólogo de mim… XIX

Julguei um dia que estava apaixonado e estaria… mas perdi-a como se pode perder o que nunca foi nosso. Perdi aquela sensação… como que tudo só tem um objectivo. Não foi fácil perdê-la mas perdi, agora apenas finjo que ainda quero encontrar algo assim de novo, só para não dizer que desisti. Por vezes perco-me deste objectivo de não ter objectivo mas a vida encarrega-se de me lembrar que é melhor assim…


FATifer