quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Monólogo de mim… XXXIII

Não me apetece escrever e, no entanto, escrevo. Sinto-me num universo paralelo, um mundo só meu. É estranho estar aqui parado, à espera…
Não sei que pensar, por estar a pensar em tanta coisa. Espero com serenidade o que está para vir e sorrio, porque já não falta muito!



FATifer

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A quem possa interessar… II

Nem sempre temos o que desejamos no tempo que queremos. Saber esperar é uma virtude, alguns dirão. Estou quase bom, mas o quase dura mais 15 dias, tempo pelo qual continuarei de “férias”. Resta-me então ser virtuoso e aplicar-me na fisoterapia!

Há sempre algo de bom em tudo o que nos acontece. É preciso é saber encontrar a perspectiva correcta para o ver.



FATifer

sábado, 5 de novembro de 2016

Impossível ficar indiferente!

Tropecei neste vídeo por acaso mas fiquei preso. Como algo tão belo e tão bem feito pode deixar-nos tal sensação de dor?! E eu que sempre afirmei que a dança é a expressão artística que menos consigo compreender… aqui percebi perfeitamente… e tocou-me muito mais que o bruto, insensível que há em mim gostaria de admitir. Julguem por vós:

Elliot Moss - "Without The Lights" (Official Video)



FATifer

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Monólogo de mim… XXXII

Não sou uma ilha. Sou um barco à deriva, confiando que a corrente me levará a algum lugar.



FATifer

sábado, 29 de outubro de 2016

O último que acabei de ler… (XX)


Um Amor Morto – Carla Pinto Coelho

Não me acho competente para fazer uma apreciação literária desta obra (ou qualquer outra), pelo que não o farei. Vou sim dar a minha opinião depois de ter lido o livro. A sensação é de não ter perdido o meu tempo ao lê-lo. O tema não é leve. O estilo de escrita também não, e obriga a ter atenção ao que se está a ler (algo que me agrada). O discurso é admiravelmente objectivo tendo em conta os sentimentos subjacentes ao relato. Para os que leram e os que vão ler, pergunto-me quantos ficaram com o sorriso nos lábios que fiquei ao chegar ao fim, confirmando algo que comecei a suspeitar no início?
Deixo-vos com algumas citações de excertos que me cativaram particular atenção, como é meu hábito:

“Quem conhece o lado sombrio de alguém, o entende e lhe sobrevive, está preparado para ser autêntico, para dar e receber apenas o que é justeza, sem fingimentos.”

“Não, ela não procurava a perfeição, nem queria saber tudo, que todos têm o direito ao seu quinhão de segredos e à sua gaveta fechada à chave, escondida dos olhos curiosos.”

“As noites passadas sem dormir ou em sonhos cansativos estavam a derrotá-la com a paciência de um jogador de xadrez, movendo as peças negras da noite no tabuleiro da mente dela, num xeque-mate absurdo, onde primeiro tinha tombado o Rei só depois tombaria a Rainha.”

“Deixou-se cair no soalho, puxada pela gravidade dos acontecimentos…”

“ …talvez todas as recepções de consultórios fossem assim, talvez houvesse uma linha decorativa que obrigasse aos tons pastel e aos sofés em cubo.”

“Uma rajada de vento atirou chuva apertada contra a dureza do vidro, desfazendo-a num lamento. As mãos afogaram-se em lágrimas. Para se salvar do naufrágio, pegou na carteira e saiu.”

“É preciso dizer que os vivos, os que são deixados, se sentem menos vivos cada vez que deixam de viver para a frente e voltam para trás, cada vez que suspendem a existência, cada vez que se perdem pelos labirintos da saudade.”

“A noite aproximava-se, diminuindo a luz do sol até o desligar. A cidade agitava-se numa correria de dona de casa com pressa de acabar o jantar. As luzes iam-se acendendo pelas ruas e a casa cobrindo-se de penumbra.”

“E se, no fim de tudo, as grandes decisões da vida fossem tomadas de rompante, numa fracção de segundo que condicionava todo o futuro? E se não passássemos de animais tidos como racionais que tão-só seguiam a intuição, sem se guiarem pela razão, nem pesarem  as consequências?”

“- Vivemos obcecados com as respostas como se elas servissem de alguam coisa…”

“- O que quero dizer é que há uma necessidade exasperante pelas palavras, que seja dito rigorosamente que é por isto ou por aquilo – suspirou. – O silêncio também fala e muitas vezes expressa-se melhor que os grandes discursos.”

“A cidade desligou o sol e escureceu por a ver tão triste”

“O Outono envelhecia as árvores, arrancava-lhes as folhas desgastadas e vestia-as de cores escuras, a prepará-las para o luto desprendido do Inverno, um tempo de meditação que explodiria em flores e folhas tenras e vida, na Primavera.”


Para aqueles que não tenham já ajudado a tornar este projecto uma realidade no crowdfunding e estejam interessados em adquirir o livro, podem fazê-lo no site da editora livros de ontem.




FATifer

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Quando…

… ouvimos uma voz e …ficamos rendidos…

Kandace Springs – Soul Eyes

…também ficaram?


FATifer

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Qualquer semelhança com a realidade…

Para quem ainda não tenha visto…

Moby & The Void Pacific Choir - Are You Lost In The World Like Me (Official Video)

Não é que seja grande admirador do autor e da música… sou-o sim do artista que fez o vídeo! (Steve Cutts)


FATifer

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A quem possa interessar…

Ora então é assim: livrei-me de metade do que se vê de acessório na foto abaixo.


Calma, eu explico. Tirei o gesso. A fractura está sarada, mas agora vem a recuperação. Neste momento mal consigo fazer força no pé, o que implica continuar a andar com as muletas. O médico recomendou apenas 25% de carga no pé durante uma semana e depois iniciar fisioterapia.
E assim se vai vivendo por aqui. Já vi séries e filmes mas ainda tenho mais para ver e livros para ler… que belas férias… estou tão contente ou não!


FATifer

sábado, 15 de outubro de 2016

O último que acabei de ler… (XIX)

A Stranger in a Strange Land – Rober A. Heinlein

Há muito que este livro me tinha sido recomendado por alguém que estimo. Contrariando a minha regra pessoal de preferir ler o original, comecei por ler uma tradução para português (ou deveria dizer brasileiro) que não me deixou totalmente satisfeito, em grande medida pela noção com que fiquei que o texto estaria repleto de expressões idiomáticas que invariavelmente se perdem (ou perdem força) na tradução (por muito bom que seja o tradutor). Li por isso o original, em inglês, e constatei que tinha razão.
O livro é (como disse quem recomendou) “alimento para a mente” (sim todos os livros serão mas uns mais que outros, tal como os alimentos em si). Toda a história parece uma “desculpa” para uma profunda reflexão sobre a própria humanidade (mesmo que centrada num ponto de vista da cultura anglo-saxónica):

“… were infected with that oddity of distorted entropy called life.”

Deixo apenas mais umas citações curtas pois outras seriam demasiado longas e possivelmente necessitariam de contextualização.

“Customs, morals… is there a difference?”

“I’ve found out why people laugh. They laugh because it hurts so much… beucause it is the only thing that’ll make them stop hurting.
But find me something that relly make you laugh, sweetheart… a joke, or anything else, but something that gave you a real belly laugh, not a smile. Then we’ll see if there isn’y a wrongness in it somewhere and whether you would laugh if the wrongness wasn’t there.”

“Goodness without wisdom invariably accomplishes evil”

“Age does not give wisdom,…, but it does give prespective…”


Uma nota final. Sendo um livro de ficção ciêntifica com muitos anos, é igualmente delicioso analisar a visão do futuro do autor.


FATifer

sábado, 8 de outubro de 2016

Hoje fui…

à apresentação deste livro:

Livro Azulejos Padrão Lisboa

Tive direito ao meu exemplar autografado como apoiante da campanha de crowdfunding e só posso dizer que estou muito contente. O livro está excelente, merece cada cêntimo!


Recomendo igualmente o espaço onde decorreu a apresentação por achar tratar-se de um projecto que merece sucesso. Vejam aqui.


FATifer

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Lembram-se desta?…8

Porque esta divagação me pareceu apropriada, sendo que estarei aparentemente a…




Bom fim de semana a todos,
FATifer

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

… continuação

Tenho boas e “más” notícias. Comecemos pelas boas, não vou ser operado. Parece-me bem. As “más”, vou estar mais um mês de “perna estendida” (leia-se com o gesso). Um mês?! Eu sei que tenho n séries e filmes para ver e n livros na estante por ler mas um mês?! Um mês sem andar de moto! Estou tão contente… ou não!
A vida é irónica (como afirmava o sô Gil no comentário do texto anterior). Também foi em Setembro, há nove anos atrás que tive o outro acidente, digno de registo, que tive na vida. Comparado com esse este último não é nada. O outro foi de moto4 só para que fique registado. Não fosse esse e se calhar não estaria a aqui a escrever pois, provavelemente, nunca teria entrado na blogosfera. Ironia mesmo estar outra vez em Setembro à frente de um computador a curar uma fractura. Ironia ou não é um mês… estou tão contente… ou não!



FATifer

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Só acontece a quem anda… mas não devia!

As férias começaram três dias antes mas não pelos melhores motivos. Sim, próxima semana devia ser de férias mas, embora contemplasse poder estar de perna estendida, tenho neste momento o acessório que dispensava: gesso. Tudo começou ontem no regresso a casa. Um simpático automobilista “obrigou-me” a comprovar uma vez mais que o alcatrão é duro (algo que dispensava, por já saber). Depois de tudo resolvido ainda voltei para casa na moto mesmo sem um pisca, andava. Esta manhã o pé esquerdo continuava a incomodar e decidi (muito a contragosto) não ir trabalhar. Decidi igualmente (depois de alguma insistência de várias “instâncias”) ir ao hospital para confirmar que não tinha nada de especial. Só que saí de lá com o pé engessado! (as coisas que nos fazem nos hospitais, parece impossível!). E pronto, estou aqui todo contente (sim estou a ser irónico), sentado de perna estendida a escrever este texto para terem todos muita pena de mim (já que eu não tenho!).


Melhores dias virão… (pelo menos dava jeito que sim).



FATifer

domingo, 11 de setembro de 2016

Monólogo de mim… XXXI

Sou invisível. Ou parece que sou… ao mesmo tempo parece que quem me vê decora a minha cara facilmente. Em que é que ficamos, sou invisível ou “memorável”?
Pois talvez apenas não me vejam quando queria que me vissem. Paradoxal talvez mas é o que constato.
Preferia ser mesmo invisível, teria as suas vantagens…
Sou invisível mas não sou… e se fosse?



FATifer

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Onde fui?...



Podia dizer-vos onde fui mas não digo. Quem reconhecer a foto saberá e provavelmente deduzirá o evento mas o que me levou lá… duvido que adivinhe.

(caso me apeteça desvendarei o mistério que crio, pois não é nenhum segredo!)


FATifer

Adenda:

Para ninguém morrer de curiosidade ou melhor, para satisfazer o pedido do Rui, vou revelar o que me levou a este local. A resposta é simples, fui ouvir a Ana SofiaPaiva, coisa que qualquer um de vós não deve perder oportunidade de fazer!