quinta-feira, 13 de junho de 2013

Monólogo de mim… XIII

Sinto-me em automático, como se estivesse parado e tudo passasse por mim…
Não tenho vontade de mudar nada… mesmo sabendo que, vontade houvesse, haveria sempre algo para mudar…
Sinto-me… ou será que apenas me vejo? Será que apenas vou observando como tudo se vai passando, achando-me imune, à parte do que acontece…?


Sou algo que não sei o que é.
Talvez o meu propósito seja descobrir.
Mas não me apetece… ou acho que não devo..
Imagina que consigo descobrir!
Teria de arranjar outro propósito…
Sim, porque viver sem propósito é chato

Sou algo que não sei o que é,
E faço de conta que o meu propósito é descobrir,
Porque é bom ter um propósito
Mesmo que seja só fingir.

Sou algo que não sei o que é,
E não sei se quero saber…



FATifer

terça-feira, 4 de junho de 2013

Hoje é verão, amanhã talvez não…

Não sei se poderei reclamar a autoria da frase que usei como título deste texto mas foi algo que disse ontem em conversa sobre o tempo. Sim é um assunto de grande profundidade que merece a nossa maior atenção agora que até o tempo já serve para nos tentar deprimir. O que me faz lembrar o excelente cartoon, reproduzido abaixo, que terá surgido na sequência de andarem a dizer que não vamos ter verão!


Quando até o tempo, objecto por excelência das conversas de circunstância, já é empregue para nos tentar condicionar já não sei o que dizer mais…


FATifer

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ontem acabei de ler… III



Pavlov's Dogs and Schrödinger's Cat: scenes from the living laboratory é um livro muito interessante mas que requer alguns conhecimentos científicos da parte do leitor para ser bem compreendido. Gostei bastante de o ler e julgo que qualquer pessoa com interesse em investigação científica concordará comigo.

Fica um excerto do prefácio:

“…What is lacking from much of the debate is a compreensive view of how organic beings and their parts and remains have actually been used, together with some idea of the kind of people who have used them and for what scientific purposes. The aim of this book is to fill this gap. Standing back from history is possible only if on suspends on’s own moral intuitions, marveling sometimes at the characters  and paradoxical mindsets of some of the dramatis personae of this story.”

In Pavlov's Dogs and Schrödinger's Cat: scenes from the living laboratory by Rom Harré

FATifer

domingo, 28 de abril de 2013

Quem és tu?

Sinto falta do teu gosto sem te ter provado
Vislumbro o teu rosto sem nunca te ter visto
Lembro o teu cheiro sem o ter sentido
Necessito do teu toque mesmo sem nunca o ter experimentado
Quem és tu que desejo sem conhecer?

FATifer

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 de Abril Sempre?


Dou-me de novo ao luxo de colocar em causa algo que talvez não devesse. O ano passado perguntava se estava morto ou moribundo? Este ano coloco em causa o acontecimento que me permite estar aqui a escrever o que entendo por que me apetece. E porquê? A resposta mais cínica seria dizer que os nossos governantes (e até poderia dizer “os donos do mundo”) deixaram de se dar ao trabalho de fingir, pelo contrário, parecem fazer agora ponto de honra em mostrar que mandam e que temos de fazer o que o que eles dizem. E tão absorvidos neles e na sua visão do seu mundo estão, que ainda acham que devíamos ainda agradecer-lhes por isso!
Quem sou eu para colocar em causa o dia de hoje? Mas que devia ser mais que um dia em que sabe bem ficar em casa porque é feriado, devia…


FATifer

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Crónica motociclista II


Para quem ainda não saiba ando de moto quase todos os dias, faça chuva ou faça sol. Por isso o episódio que hoje presenciei e vos vou contar, é algo de que falo com conhecimento de causa. Passemos ao relato:

Eixo norte-sul, oito e pouco da manhã rodo a uma velocidade moderada embora já acima do limite legal. Antes de fazer uma curva onde costumam existir bastantes acidente acidentes olho para o retrovisor para me assegurar que posso mudar de faixo e avisto duas motos “picadas” como que em corrida. Mudo de faixa para a direita e sou ultrapassado em plena curva pelos dois motoci… desculpem, pelos dois inconscientes em cima de motos, sendo que um está, por sua vez, a ultrapassar o outro por fora, isto é, pela faixa do meio. Vejo-os afastarem-se a desviarem-se dos carros sempre a tentar estar à frente um do outro e percebo porque alguns automobilistas pesam que nós motociclistas somos todos doidos… com exemplos destes…

Não sou nenhum santo mas acreditem que fiquei arrepiado. Por mais que haja muitas manobras e coisas que se podem fazer numa moto que um automobilista considerará loucuras mas não os são realmente, estes dois eram loucos e só posso ter pena que existam pessoas assim em cima de motos, pois nós, os restantes, acabamos por ser “julgados” por estes exemplos…


FATifer